O preço de revisão de texto freelancer no Brasil costuma ser definido por lauda de 1.400 caracteres (com espaços) ou por mil palavras, e oscila conforme o porte do cliente, a complexidade do material e a região de quem contrata. A remuneração pode variar e depende de fatores como porte do cliente, complexidade do trabalho e média de preço das regiões onde estão seus clientes. Quem ignora esses elementos na hora de cobrar descobre tarde que o valor que chega à conta é sempre menor do que o combinado, por causa das comissões de plataforma, das taxas de saque e do imposto do Microempreendedor Individual.
Defina a unidade de cobrança
A primeira decisão é escolher a base da sua tabela. No mercado editorial brasileiro, a unidade clássica é a lauda de 1.400 caracteres com espaços, herdada da época das máquinas de escrever e ainda usada por editoras, agências e serviços acadêmicos. A alternativa é o preço por mil palavras, comum em plataformas de conteúdo digital como Workana e 99Freelas, onde o cliente mede o trabalho pelo texto final, não pelo caractere. Existe ainda a cobrança por hora, recomendada para revisões de textos densos, com muitos termos técnicos, ou para projetos em que a extensão é imprevisível — teses, livros e manuais longos.
| Unidade | Quando usar | Risco de subpreço |
|---|---|---|
| Lauda (1.400 caracteres) | Editoras, TCCs, dissertações | Baixo se o texto tiver padrão |
| Mil palavras | Conteúdo digital, blogs, roteiros | Médio em textos técnicos |
| Hora trabalhada | Livros, manuais, textos densos | Exige registrar o tempo |
Faça a conta das comissões
Antes de definir o preço final, é preciso somar o que cada plataforma de freelancing retém. A comissão cobrada pelas plataformas pode chegar a 20% sobre cada projeto, e quem ignora essa retenção ao definir preços descobre tarde que o lucro esperado simplesmente não existe. Na Workana, uma das maiores plataformas em português, a comissão do freelancer é escalonada: 20% nos primeiros US$ 300 com cada cliente, caindo para 10% entre US$ 301 e US$ 3.000 e para 5% acima desse valor, além de uma taxa de serviço de 4,5% paga pelo cliente. Quem trabalha na Fiverr encontra uma retenção de cerca de 20% fixa sobre cada venda, sem redução por volume, enquanto o Upwork reformulou o modelo em maio de 2025 e passou a aplicar uma taxa de serviço entre 0% e 15% por contrato, divulgada só no momento da proposta.
Calcule o valor líquido desejado
O cálculo correto parte do valor que você quer receber líquido e soma as retenções por cima, nunca o contrário. Se a meta é embolsar R$ 50 por um artigo de mil palavras e a plataforma retém 20%, o preço a cobrar do cliente é R$ 62,50 — porque 20% de R$ 62,50 equivalem a R$ 12,50, deixando os R$ 50 pretendidos. Some ainda a taxa de saque (que pode consumir de 1% a 4% em conversões de dólar) e, se você for MEI, reserve o DAS mensal no planejamento. Um revisor que fatura em dólar precisa converter a receita para o limite anual do MEI de R$ 81.000 e controlar mês a mês para não ser surpreendido pelo desenquadramento.
Use uma checklist de precificação
Para não esquecer nenhum custo na hora de enviar o orçamento, siga um roteiro curto e replicável a cada proposta:
- Defina a unidade (lauda, mil palavras ou hora) que melhor mede o esforço do texto.
- Estipule o valor líquido desejado por unidade, considerando sua experiência e o nicho.
- Some a comissão da plataforma: divida o líquido por 0,80 para uma taxa de 20%, por exemplo.
- Acrescente a margem para taxa de saque e variação cambial, se faturar em dólar.
- Reserve o percentual do DAS mensal do MEI ao projetar o faturamento anual.
- Apresente o preço final ao cliente sem mencionar a comissão da plataforma.
Antes de enviar a primeira proposta, vale revisar como posicionar o perfil e entender o funcionamento das plataformas, como no guia sobre taxas das plataformas freelancer. E se você ainda não tem CNPJ, o artigo sobre MEI para renda extra em 2026 explica o custo fixo mensal e o limite de faturamento que pesam no cálculo.